domingo, 26 de junho de 2011

CONVOCAÇÃO GERAL




URGENTE - CONVOCAÇÃO GERAL
22/06
A CONACS – Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde, por intermédio de sua Diretora Presidente, vem por meio desta CONVOCAR, todos os ACS e ACE do País para participarem da “MOBILIZAÇÃO NACIONAL A FAVOR DA APROVAÇÃO JÁ DO PISO SALARIAL NACIONAL DOS ACS E ACE”, se fazendo presentes nos dias 05 e 06 de Julho na Câmara de Deputados, Anexo II, a partir das 08:00 horas da manhã do dia 05/07, a fim de acompanhar as reuniões e debates para votação do Projeto de Lei que regulamenta o Piso Salarial,  principalmente em Audiência Pública que se realizará no dia 05/07, no Anexo II da Câmara de Deputado, onde estão convidados, além das representantes da CONACS os representantes do Ministério da Saúde, dos Secretários Municipais de Saúde, dos Secretários Estaduais de Saúde, Casa Civil, e Ministério do Planejamento.
A presença e participação de todas as Federações filiadas à CONACS, sindicatos da categoria e simpatizantes da causa, será fundamental para a conquista dos nossos objetivos de aprovação do Piso Salarial Nacional.
É de igual forma fundamental que todos os colegas ACS e ACE, independentemente de serem ou não filiados a alguma Federação ou Sindicado da categoria se mobilizem e mandem seus representantes.
OBS: Em tempo, informamos que a CONACS não se responsabilizará pela estadia e alimentação dos participantes da mobilização em Brasília, porém se coloca a disposição para auxiliar com informações e orientações a todos que quiserem participar da mobilização.
Sem mais para o momento e certa de contar com a presença e participação de todos, envio votos de amizade e apreço.
A União faz a força!
Ruth Brilhante de Souza
Presidente da CONACS

Carta escrita pela nossa companheira Priscila ACE de Itabira

CÓPIA DA CARTA ENTREGUE A JÔ MORAES




Itabira, 24 de junho de 2011

Querida Jô,

 Bom dia!

Meu nome é Priscila Miranda e sou ACE em Itabira-MG.
Fiquei muito feliz quando na audiência do dia 9 de junho de 11, vi que você fazia parte da comissão especial. Agora tenho certeza que estamos bem representados, pois sempre fui uma grande admiradora do seu trabalho.
Sei que nem tudo está ao alcance de vocês resolverem, mas sei também que você tem acesso aos outros deputados da comissão e que alguns deles não têm nem noção do que nós ACS e ACE passam em nosso dia a dia.
 Vou resumir o que acontece no meu município e gostaria que você tirasse um  xerox desta e entregasse a cada um deles ou que em uma das reuniões lesse em público, pois é muito importante para mim e para todos os agentes que estão na mesma situação e que a única coisa que lhes resta é a esperança de que dias melhores virão.
 Bom, em Itabira trabalhamos oito horas por dia (de 7h às 17h) com duas horas de almoço.
 Recebemos um salário base de 433,53 reais e um cartão alimentação de $102,00. Não recebemos insalubridade (que já está na justiça a mais de dois anos), temos contato direto com lixo, pois em terrenos baldios somos obrigados a recolher estes que param água; usamos um larvicida que tem feito mal a vários colegas, inclusive a mim, causando dor de cabeça, náuseas, tontura, etc.; Carregamos uma bolsa pesada que está causando problemas na coluna de vários colegas; o sol (principalmente da tarde) castiga, muitos passam mal, pois somos proibidos de assentar durante trabalho. Durante nosso dia de trabalho nos deparamos com vários animais (cobra, escorpião, aranha, cachorro, e nesta época os que mais nos prejudicam, carrapato, pulga e bicho de pé). Geralmente terminamos o dia cheio de picadas de carrapato. Subimos em imóveis para o tratamento e vedação de caixa d’ água, lembrando que não temos os E.P.I’ s  que precisaríamos para nossa segurança.
Estas são apenas algumas situações que enfrentamos em nosso dia a dia.
Nós que salvamos vida, não temos valorização nenhuma por parte de nossos gestores municipais e se não houver alguma lei que os obrigue a mudar e a valorizar, vamos continuar enfrentando.
Olha, apesar de tudo a maioria dos agentes trabalham com amor, amam o que fazem e quando largam essa profissão é porque precisam dar uma vida melhor para suas famílias.
Em Itabira, somos estatutários, mas eles dizem que não temos um cargo e sim uma função e por isso, do estatuto, só temos os deveres, não temos direito a qüinqüênio, férias premio, plano de carreira, etc.
Jô, como havia dito no começo, só nos resta a esperança de melhoras e está nas mãos de vocês parlamentares ajudarem para que isso ocorra.
Peço a todos vocês da comissão especial e da frente parlamentar, mais que apoio, responsabilidade com as reuniões; peço a vocês que dêem o melhor de si a essa categoria tão sofrida, mas tão apaixonada pela profissão.

Desde já, agradeço,

ACE Priscila

Reunião com a Deputada Jô Moraes

ACE PRISCILA E SINDACS - BH SE REÚNEM COM A DEPUTADA FEDERAL JÔ MORAES/PCdoB


Jô nos recebeu com muito carinho e foi tremendamente atenciosa. Recebeu a pauta de reivindicações das mãos da Marisa, presidente do SINDACS BH, e uma carta que eu escrevi a mão e em breve vou publicar aqui no blog. Ela comprometeu em tirar um xérox e repassar aos outros deputados da comissão; ouviu o que tinhamos a dizer, quais são as estratégias dela para alcançar-mos a regulamentação; nos deu dicas para alcançarmos nossos objetivos dentro do estado e do município.
amanhã vou colocar a postagem completa, aguardem... 


O QUE É A FRENTE PARLAMENTAR???



O QUE SOMOS?

SOMOS UMA ASSOCIAÇÃO CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO, DE NATUREZA POLÍTICA SUPRAPARDIDÁRIA, CONSTITUÍDA NO ÂMBITO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, ENTEGRADA POR DEPUTADOS FEDERAIS E PODENDO TER REPRESENTAÇÃO NAS ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS, NA CÂMARA DO DISTRITO FEDERAL E NAS CÂMARAS MUNICIAIS.
NESTA FRENTE, TEMOS UMA PARCERIA COM A CONACS, FEDERAÇÕES ESTADUAIS, ASSOCIAÇÕES MUNICIPAIS E SINDICATOS.

NOSSO OBJETIVO

ESTIMULAR E DEFENDER OS INTERESSES SOCIAIS E ECONÔMICOS DOS ACS E ACE.
                           
PARA QUER SERVE A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DOS ACS E ACE ?

A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DOS ACS E ACE, TEM O DEVER DE COBRAR DO GOVERNO(PRESIDENTE DILMA) A CONTRA PROPOSTA DO  PISO NACIONAL DOS AGENTES DE SAÚDE, ANALISAR , JULGAR E APROVAR A MELHOR PROPOSTA, SEM TER QUE PASSAR NOVAMENTE PELO SENADOR E PELA CÂMARA. 

O QUE ELA IRA FAZER?

  1. TRABALHAR PELA IMPLANTAÇÃO DA EC 63;
  2. ACOMPANHAR O CUMPRIMENTO PELOS GESTORES MUNICIPAIS DE SUS DA EC 51 E DA LEI 11.350/2006, FAZENDO COM QUE A REGULARIZAÇÃO DO VÍNCULO EMPREGADÍCIO SEJA UM DIREITO TE TODOS OS ACS E ACE
  3. PROMOVER INTERLOCUÇÃO COM O MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA A  IMPLANTAÇÃO E CONCLUSÃO DO CURSO TÉCNICO DE ACS E ACE EM RAZÃO DA NECESSIDADE DE ELEVAÇÃO DO NÍVEL DE ESCOLARIDADE DESSES PROFISSIONAIS;
  4. TRABALHAR PARA QUE SEJAM RECONHECIDOS EM LEI: A ATIVIDADE INSALUBRE E O ADICIONAL DE PERICULOSIDADE EM FACE ÁS AÇÕES DOMICILIARES OU COMUNITÁRIAS, INDIVIDUAIS OU COLETIVAS, QUE DESENVOLVEM;
  5. DIALOGAR COM O MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA A IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO DE DADOS COM A UTILIZAÇÃO DE NETBOOK OU PALMTOPS PELOS ACS E ACE, OBJETIVANDO EFICIÊNCIA E EFICÁCIA NA CONFECÇÃO E PREENCHIMENTO DE RELATÓRIOS E FORMULÁRIOS;
  6. APOIAR A REGULAMENTAÇÃO DA EC 29/200 OBJETIVANDO A DESPRECARIZAÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE E A GARANTIA DE MAIOR VOLUME DE RECURSOS PARA AÇÕES DE PREVENÇÃO E EDUCAÇÃO;
  7. ACOMPANHAR E APOIAR A AMPLIAÇÃO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA COM MAIOR VALORIZAÇÃO DOS ACS E ACE EM ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS E CÂMARAS MUNICIPAIS;
  8. APOIAR A CRIAÇÃO E A INSTALAÇÃO DE FRENTES EM DEFESA DOS ACS E ACE EM ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS E CÂMARAS MINICIPAIS;
  9. PROMOVER DEBATES, SEMINÁRIOS E OUTROS EVENTOS OBJETIVANDO O ACOMPANHAMENTO DA EXECUÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE ACS E DE ACE, ASSIM COMO AVALIAR SUA INTERFACE COM AS POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO, ASSISTÊNCIA SOCIAL E MEIO AMBIENTE, VIABILIZANDO SUA AMPLA DIVULGAÇÃO;
  10. UTILIZAR OS DIVERSOS MECANISMOS LEGISLATIVOS DO CONGRESSO NACIONAL, MOBILIZAR OS ÓRGÃOS REPRESENTATIVOS DAS CATEGORIAS DE ACS E ACE E CONGREGAR ESFORÇOS COM OS PODERES EXECUTIVO E JUDICIÁRIO PARA O CUMPRIMENTO DAS FINALIDADES AQUI EXPOSTAS

MESA DIRETORA DA FRENTE PARLAMENTAR

PRESIDENTE:

DEP. RAIMUNDO GOMES DE MATOS - PSDB/CE

1° VICE PRESIDENTE:

DEP. ERIKA KOKAY - PT/DF

2° VICE PRESIDENTE:

DEP. RIBAMAR ALVES - PSDB/MA

1° SECRETÁRIO :

DEP. GERALDO RESENDE - PMDB/MS

2º SECRETÁRIO:

DEP. MARCUS PESTANA - PMDB/MG

TESOUREIRO:

DEP. MANDETTA - DEM/MS

Reunião com o Deputado Marcos Pestana

REUNIÃO COM O DEPUTADO MARCOS PESTANA

COMO HAVIA COMUNICADO AOS COLEGAS, NOS REUNIMOS COM O DEP. FEDERAL MARCUS PESTANA-PSDB/MG AQUI EM BELO HORIZONTE


EM REUNIÃO REPASSAMOS PARA ELE A PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DE MINAS GERAIS.
JUVENAL ARAÚJO JÚNIOR, SUPER INTENDENTE ADMINISTRATIVO DO SINAS E SECRETÁRIO ADJUNTO DE FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO SINDICAL DA FORÇA SINDICAL DE MINAS GERAIS E MARISA, ATUAL PRESIDENTE DO SINDACS BH, REFORÇARAM QUE ESTÃO EM BUSCA DE FORTALECIMENTO DA CATEGORIA EM MINAS GERAIS.
EU, ACE PRISCILA, REPASSEI PARA ELE A NOSSA SITUAÇÃO EM ITABIRA - MG, CIDADE EM QUE RESIDO E TRABALHO; REFORCEI O PEDIDO DE APOIO LÁ EM BRASÍLIA, JÁ QUE É MEMBRO DA COMISSÃO ESPECIAL E 2° SECRETÁRIO NA FRENTE PARLAMENTAR.
O DEPUTADO DISSE QUE VAI ESTUDAR A LISTA E PASSAR PARA O PRESIDENTE DA FRENTE PARLAMENTAR, DEP. RAIMUNDO GOMES DE MATOS-PSDB/CE PARA ESTUDAREM OS ITENS E FAZER O QUE FOR PRECISO E REFORÇOU O APOIO TOTAL A NOSSA CATEGORIA EM FAVOR DA PL 7495/06, ELOGIOU TAMBÉM A MOBILIZAÇÃO DO DIA 9 DE JUNHO E SE DEIXOU A DISPOSIÇÃO, CASO PRECISÁSSEMOS NOVAMENTE.

COLEGA, A NOSSA FUNÇÃO AGORA É PROCURAR SABER QUEM ESTÁ NA COMISSÃO ESPECIAL QUE É REPRESENTANTE DE NOSSO ESTADO E COBRAR DELES QUE APOIEM A CATEGORIA.
PASSEM E-MAILS, AGENDEM UMA CONVERSA, LIGUEM... ENFIM, CORRAM ATRÁS, MOSTREM A ELES QUE A MOBILIZAÇÃO NÃO FOI SÓ EM BRASÍLIA NO DIA 9 DE JUNHO, QUE MESMO ESTANDO EM NOSSOS ESTADOS CONTINUAMOS MOBILIZADOS E ESTAMOS DE OLHO!




quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Trabalho do agente de saúde é essencial no combate à dengue
 


Importante aliado no combate à dengue, o agente de saúde em zoonoses é o elo entre o governo e a comunidade. Responsável por fazer o controle vetorial dentro das residências, eles auxiliam os moradores na eliminação dos focos do Aedes aegypti e orientam sobre como prevenir a doença.
Para o controle da dengue, em todos os municípios de Minas Gerais são realizadas periodicamente visitas domiciliares, quando o agente faz a inspeção do terreno e elimina os possíveis criadouros do Aedes aegypti. Os agentes também orientam os moradores sobre os hábitos que devem ser adotados naquela residência para evitar que novos focos se desenvolvam.
Embora simples, esse trabalho é de fundamental importância para interromper o ciclo da doença. “Sempre que é identificado algum foco dentro da residência, o agente o trata com aplicação de larvicida ou faz aplicação espacial de inseticida nos locais onde estão ocorrendo a transmissão”, afirma a referência técnica estadual em dengue da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Kauara Campos.
A dona de casa Marcelina da Silva Santana e o aposentado Afonso Xavier Santana, moradores de Ribeirão das Neves, receberam a visita do agente de saúde e sabem que eles estão ali para ajudar. “Ele me explicou um monte de coisas! Vou até parar de usar pratinhos nos vasos das minhas plantas, pois não quero trazer a dengue para dentro da minha casa”, conta dona Marcelina.
Infelizmente, nem todos agem assim. Dados parciais levantados pela Força Tarefa apontam que das 65.624 residências visitadas, 17.648, cerca de 26% do total, não quiseram receber os agentes de saúde. “O número é bastante elevado, principalmente se levarmos em conta que a maior parte dos focos do mosquito transmissor da dengue está no ambiente doméstico”, completa Kauara.
De acordo com a técnica da SES, a resistência dos moradores à entrada dos agentes de saúde nas residências torna o trabalho de prevenção inútil e expõe a população a novas contaminações, pois os mosquitos continuam proliferando e transmitindo a dengue. “As pessoas precisam deixar o agente fazer a vistoria na parte interna da casa. É responsabilidade de todo cidadão agir no dia-a-dia dentro de casa, escola, local de trabalho e na comunidade para combater a dengue, que pode matar. Somente assim protegemos nossa família e vizinhos”, finaliza.
O morador consegue identificar um agente de saúde com bastante facilidade. Ele sempre deve estar uniformizado e com crachá personalizado. Em caso de dúvidas, o morador pode ligar para o Centro de Zoonoses do município e confirmar os dados apresentados no crachá.
Agora é lei
Numa tentativa de diminuir o índice de notificações da dengue e eliminar o risco de uma epidemia no estado, foi sancionada, no início deste ano, uma lei que regulamenta as medidas adotadas pelo Governo de Minas no combate à doença. A lei responsabiliza qualquer pessoa, seja física ou jurídica, pública ou privada, que desenvolva atividades que resultem em acúmulo de material ou em outra condição propícia à proliferação do mosquito transmissor da dengue.
De acordo com a lei, permitir a existência de focos do Aedes aegypti é uma infração sanitária que está sujeita a pena educativa e multa. Permitir que materiais que acumulam água fiquem expostos às condições climáticas ou deixar de adotar medidas de controle que impeçam a existência dos focos são condições sujeitas à aplicação da lei.
Segundo o assessor jurídico da SES-MG, Ricardo Assis, não deixar que o agente de saúde visite o interior dos imóveis é um exemplo de atitude passível de penalidade. “A fiscalização cabe aos municípios que podem regulamentar outras leis específicas para esse caso. No âmbito geral, o morador pode responder por desobediência, por infração sanitária e penalmente”, explica.
Hábitos a serem adotados
- Lave, principalmente por dentro, com escova e sabão, os utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes, etc.
- Não deixe água acumulada sobre a laje.
- Mantenha a caixa d’água completamente fechada.
- Mantenha bem tampados tonéis e barris d’água.
- Elimine ou encha de areia, até a borda, os pratinhos dos vasos de plantas.
- Se você não colocou areia e acumulou água no pratinho de planta, deve lavá-lo com escova, água e sabão. Fazer isso uma vez por semana.
- Se você tiver vasos de plantas aquáticas, troque a água e lave o vaso, principalmente por dentro, com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana.
- Lave, semanalmente, por dentro, com escova e sabão, os tanques utilizados para armazenar água.
- Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas.
- Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias, etc.
- Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada. Não jogue lixo em terrenos baldios.
- Mantenha o saco de lixo bem fechado e fora do alcance dos animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana.



Fonte:Governo de Minas

VACINA ANTIDENGUE SERÁ TESTADA NO BRASIL



 Depois de noventa anos dos primeiros estudos, a vacina contra a dengue entra na fase final de preparação e o Brasil pode ser o primeiro país a recebê-la. Em março, executivos da empresa francesa Sanofi Pasteur desembarcarão em Brasília para propor ao governo federal um acordo para que o País tenha prioridade na distribuição do imunizante. A proposta vem a calhar, pois algumas cidades brasileiras inclusi BH, correm sério risco de surto de dengue. Aliado a isso vem, é claro, o interesse econômico, pois multinacionais buscam locais onde possam compensar seus investimentos. O Brasil seria perfeito para receber as primeiras doses porque a doença é endêmica e possui recursos para a vacina. Os testes da terceira fase do imunizante desenvolvido pela Sanofi serão iniciados neste ano, com 30 mil pessoas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Diário Oficial REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Imprensa Nacional BRASÍLIA - DF Nº 201 – DOU de 20/10/10 - p. 92 – seção 1
Ministério da Saúde GABINETE DO MINISTRO PORTARIA No- 3.178, DE 19 DE OUTUBRO DE 2010

Fixa o valor do incentivo de custeio referente à implantação de Agentes Comunitários de Saúde.
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso de suas atribuições, e Considerando a Política Nacional de Atenção Básica, aprovada pela Portaria nº 648/GM/MS, de 28 de março de 2006;
 
Considerando os gastos da gestão municipal com a contratação de Agentes Comunitários de
Saúde das estratégias, Agentes Comunitários de Saúde e Saúde da Família, em conformidade
à legislação vigente; e Considerando a necessidade de revisar o valor estabelecido para o incentivo de custeio referente aos Agentes Comunitários de Saúde das estratégias Agentes Comunitários de Saúde
e Saúde da Família, definido pela Portaria nº 2.008/GM/MS, de 1º de setembro de 2009,
resolve:

Art. 1º Fixar em R$ 714,00 (setecentos e quatorze reais) por Agente Comunitário de Saúde -ACS, a cada mês, o valor do Incentivo Financeiro referente aos Agentes Comunitários de Saúde das estratégias, Agentes Comunitários de Saúde e Saúde da Família.
§ 1º Estabelecer como base de cálculo do valor a ser transferido aos Municípios e ao Distrito
Federal o número de ACS registrados no cadastro de equipes e profissionais do Sistema
Nacional de Informação definido para este fim, no mês anterior à respectiva competência
financeira.
§ 2º No último trimestre de cada ano será repassada uma parcela extra, calculada com base no
número de Agentes Comunitários de Saúde registrados no cadastro de equipes e profissionais
do Sistema de Informação definido para este fim, no mês de agosto do ano vigente,
multiplicado pelo valor do incentivo fixado no caput deste artigo.
Art. 2º Definir que os recursos orçamentários, de que trata esta Portaria, corram por conta do
orçamento do Ministério da Saúde, devendo onerar o Programa de Trabalho
10.301.1214.20AD - Piso de Atenção Básica - Saúde da Família.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a partir
da competência julho de 2010.
JOSÉ GOMES TEMPORÃO

quinta-feira, 29 de abril de 2010

AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE AGUARDAM REGULAMENTAÇÃO DO PISO SALARIAL

 

Segundo o dep. Raimundo de Matos os acs eace constitucionalmente já tem um PISO e um PCCR                                       
Por: Márcio Dornelles

Depois da aprovação da PEC 391, que dispõe sobre a efetivação do piso salarial nacional e do Plano de Cargos e Carreira dos agentes comunitários de saúde e de endemias do país, a Câmara Federal criou uma comissão para analisar a regulamentação e a criação de uma lei federal. O grupo, composto por 17 deputados, terá 10 sessões para analisar a proposta e a casa deve aprovar a matéria até o mês de junho. O salário da categoria pode subir de R$ 930,00 para R$ 1.020,00.
O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB), autor do projeto, em entrevista ao portal Ceará Agora, falou sobre os trabalhos da casa para a análise da matéria. “Todos os agentes comunitários de saúde e de endemias do Brasil, constitucionalmente, já tem direito a um piso salarial e um plano de Cargos e Carreira. Essa comissão terá 10 sessões para analisar a proposta que nós apresentamos, dessa regulamentação”, disse.
O parlamentar falou também da presteza dos processos para aprovação, já que, após junho, a Constituição Federal não permite a votação do projeto nos meses seguintes. “Nós estamos acelerando os trabalhos para que, mais tardar em junho, nós possamos aprovar a regulamentação. (...) Temos que aprovar até o mês de junho, porque a constituição proíbe nos meses de julho, agosto, setembro, outubro e novembro, a incrementarão do projeto, em virtude do processo eleitoral nacional”, esclareceu.
As melhorias, previstas com a aprovação da PEC, são esperadas pelos profissionais da área, como destacou a presidente da Federação dos Agentes Comunitários de Saúde do Ceará, Edilsa Andrade. Para ela, o projeto irá trazer melhorias não apenas para os agentes, mas também para a sociedade, que é atendida pelos profissionais. “Para que nós, profissionais, venhamos a ter um piso salarial digno, com direito ao PCC (Plano de Cargos e Carreira), com direito à insalubridade, para que isso venha a produzir, não só no nosso bolso, mas também no desenvolvimento das nossas atribuição, nossas responsabilidade, para com a população a qual assistimos e, no geral, melhoria pra todos”.
fonte: blog do acs eliseu

segunda-feira, 8 de março de 2010

À VC MULHER


    Para vocês, que merecem todas as luzes e bençãos de todos os astros.
Com uma única ressalva de que não seja somente no dia de hoje essa
justa lembrança, devendo a mesma se perpetuar por todos dias do ano.
     Beijim e Feliz Dia das Mulheres,
Poemas para todas as mulheres, por Vinícius de Moraes No teu branco seio eu choro. Minhas lágrimas descem pelo teu ventre E se embebedam do perfume do teu sexo. Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado Confuso, criança para te conter! Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não! Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não! Homem sou belo Macho sou forte, poeta sou altíssimo E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas. Ai! Teus cabelos recendem à flor da murta Melhor seria morrer ou ver-te morta E nunca, nunca poder te tocar! Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços Anjo, sinto o calor do vento nas espumas Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos... Correi, correi, ó lágrimas saudosas Afogai-me, tirai-me deste tempo Levai-me para o campo das estrelas Entregai-me depressa à lua cheia Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o cântico dos cânticos Que eu não posso mais, ai! Que esta mulher me devora! Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora! Rio de Janeiro, 1938 in Novos Poemas in Antologia Poética in Poesia completa e prosa: "A saudade do cotidiano"


    Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Colegas, a expectativa é que a PEC 391-D/09 seja apresentada para votação quarta feira dia 16/12 pela manhã na CCJ e que a noite seja votada em plenario. No dia da votação da nossa PEC no senado alguns senadores poderar não estar em plenario como é o caso da senadora KATIA ABREU do DEM-TO que viajará nesta sexta feira para copenhague onde estar acontecendo grandes debates com relação ao meio ambiente!

VITÓRIA - ACABA DE SER APROVADO O 2º TURNO DA PEC 391/09

A vitória dos ACS e ACE na Câmara de Deputados foi dramática. Com uma votação que quase ninguém acreditava ser possível, a PEC 391/09 foi aprovada por 315 votos exatamente às 0:35 horas já do dia 10 de dezembro de 2009.
Durante toda essa quarta-feira, a CONACS refez toda a sua estratégia, e com o auxilio dos ACS e ACE dos Estados, a CONACS visitou os 513 gabinetes de Deputados, confirmou o apoio de todos os Líderes, panfletou nos corredores e por último, com muita dificuldade, fez uma verdadeira vigília nas galerias do Plenário da Câmara de Deputados.
De fato a persistência da categoria fez a diferença, pois de forma inédita após um dia inteiro de obstruções e votações complicadas, mais de 315 deputados permaneceram em Plenário para votar a “PEC dos Agentes de Saúde”.
Foi uma grande conquista, que ficará na memória de todos ACS e ACE, principalmente daqueles que presenciaram esse momento, e venceram todas as dificuldades como o cansaço e a falta de condições financeiras.
Agente agradece a CONACS por sua perseverança e atitude e também a todos os parlamentares que apoiaram a PEC 391/09, e especialmente ao que estiveram presentes na madrugada de hoje para votarem o seu 2º Turno

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

DEBATE SOBRE O PISO SALARIAL REFORÇA O APOIO À PEC 391/09

Acabou de acontecer a 1ª Audiência Pública na Comissão Especial que está analisando a PEC 391/09. Estiveram presentes além dos Deputados membros da Comissão Especial, na condição de Convidados a Presidente da CONACS, Sra. Ruth Brilhante de Souza, a Assessora Jurídica da CONACS, Dra. Elane Alves de Almeida, o Presidente da Federação Maranhense Edvan Viana eo Dr. Carlyle Lavor. Sob a presidência do Deputado Alceni Guerra (DEM/PR), durante toda a Audiência foi ressaltado a importância dos profissionais ACS e ACE para o País e através dos represnetantes da CONACS foi apresentado dados importantes para a análise da PEC 391/09. Entre esse dados se destacam o relatório estatístico da CONACS que comprova que mais de 70% dos ACS e ACE do País recebem 01 salário mínimo ou menos do que isso. Outra informação apresentada foi um relatório detalhado de todas as atividades dos ACS nos municípios. Dra. Elane apresentou ainda, dados atualizados do DAB (Departamento da Atenção Básica) que consolidam o número de 286.000 ACS credenciados em todo o País, afirmando ainda que os recursos destinados aos ACS pelo Ministério da Saúde, chegam ao valor anual de R$ 8.463,00, sendo que, a maioria dos Municípios só investem no profissional ACS ao ano o valor máximo de R$ 7.949,00. A Presidente da CONACS, que estava acompanhada de vários ACS e ACE de Brasília, Goiás e das Diretoras Edméia e Valda (BA), defendeu a aprovação da PEC 391/09, dizendo que: "... a criação do Piso Salarial Nacional vai garantir comida na nossa mesa, pois não dá para comer, pagar aluguel, compra remédios, roupas para a nossa família, recebendo mesnos de que 1 salário mínimo!" Ruth Brilhante afirmou ainda que "... garantir aos ACS e ACE um salário dígno vai impedir que cada prefeito que entra ou saia da prefeitura faça o que quiser com o salário da gente." Edvan Viana (MA), falou da realidade dos ACS no Estado do Maranhão, e acrescentou que: "... o Piso Salarial vai contemplar todos, pois a maioria recebe muito pouco." A Deputada Fátima Bezerra, Relatora da PEC 391/09, ao avaliar o resultado da Audiência Pública, considerou extremamente positiva as informações trazidas pela CONACS, e vão dar sustentação ao seu relatório pela aprovação da PEC 391/09. A expectativa da CONACS agora é pela realização do SEMINÁRIO DE ESTUDO DO PISO SALARIAL E PLANO DE CARREIRA DOS ACS E ACE, que se realizará dia 03/11 a partir das 9:00 h no auditório Nereu Ramos, Anexo II da Câmara de Deputados Federais.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O agente comunitário de saúde e suasatribuições: os desafios para os processosde formação de recursos humanos em saúde


O agente comunitário de saúde e suas
atribuições: os desafios para os processos
de formação de recursos humanos em saúde


Acredita-se que por serem (os agentes) pessoas do povo, não só se
assemelham nas características e anseios deste povo, como também
preenchem lacunas, justamente por conhecerem as necessidades
desta população. Acredito que os agentes são a mola propulsora
para a consolidação do Sistema Único de Saúde, a organização das
comunidades e a prática regionalizada e hierarquizada de
assistência, na estruturação dos distritos sanitários. Ser agente de
saúde é ser povo, é ser comunidade, é viver dia a dia a vida daquela
comunidade.(...) É ser o elo de ligação entre as necessidades de
saúde da população e o que pode ser feito para melhorar suas
condições de vida. É ser a ponte entre a população e os profissionais
e serviços de saúde. O agente comunitário é o mensageiro de saúde
de sua comunidade. (Dirigente da Fundação Nacional de Saúde,
Brasil, 1991, p.5)
Joana Azevedo da Silva 1
1 Enfermeira; Coordenadora Geral da Política de Recursos Humanos da Secretaria de Políticas do Ministério da Saúde.

2 Médica sanitarista, Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa – Universidade de São Paulo; coordenadora do Projeto São Remo.

DEBATES

Ser agente comunitário de saúde é, antes de tudo, ser alguém que se
identifica, em todos os sentidos, com a sua própria comunidade,
principalmente na cultura, linguagem, costumes; precisa gostar do
trabalho. Gostar, principalmente, de aprender e repassar as
informações, entender que ninguém nasce com destino de morrer
ainda criança ou de ser burro. Nós vivemos conforme o ambiente. É
obrigação dos agentes comunitários de saúde lutar e aglomerar forças
em sua comunidade, município, estado e país, em defesa dos serviços
públicos de saúde, pensar na recuperação e democratização desses
serviços, entendendo que é o serviço público que atende à população
pobre; é preciso torná-lo de boa qualidade. Precisamos lutar por
outros fatores que são determinantes para a saúde como: trabalho,
salário justo, moradia, saneamento básico, terra para trabalhar e
participação nas esferas de decisão dos serviços públicos. (Agente
Comunitária de Saúde – Recife, Brasil, 1991, p.6)
Introdução

No Brasil, o Programa de Saúde da Família (PSF) pode ser visto como uma
retomada de proposições contidas nas políticas públicas federais que
estiveram em evidência, desde meados dos anos setenta, até início dos anos
oitenta. Nesse sentido, destacam-se o Programa de Interiorização de Ações
de Saúde e Saneamento (PIASS) - 1976 - e o Programa Nacional de Serviços
Básicos de Saúde (7ª Conferência Nacional de Saúde, 1982), que visavam à
extensão da cobertura e ampliação do acesso a serviços de saúde para
grupos sociais ainda marginalizados (Donnangelo & Pereira, 1976),
moradores em regiões de baixa densidade populacional, ou pequenos
centros urbanos da Região Nordeste, com condições de saúde muito
precárias. Pode-se considerar, de certa forma, que essas políticas tiveram
alguma continuidade em diversas iniciativas de âmbito regional ou local, e
que se traduziram em programas de tipo agentes comunitários de saúde,
encampados pelo Ministério da Saúde como programa nacional, o PNACS, em
1991 (Jatene et al., 2000). Documentos do Ministério da Saúde, de 1997 e
1999, reforçam o entendimento do PSF como uma estratégia para
organização da atenção básica à saúde no país (Brasil, 1997 e 1999a) e, a
partir de 1998, para a realização dos princípios do SUS — a integralidade, a
universalidade, a eqüidade.
Atualmente, esse tipo de Programa encontra-se em fase de expansão,
tanto em áreas rurais como em centros urbanos. Além disso, esses modelos
vêm sendo, cada vez mais, implantados em grandes cidades e áreas
metropolitanas, mantendo, entre seus pressupostos e estratégias de
intervenção básicos, as perspectivas de ampliação do acesso e de extensão de
cobertura por serviços de saúde para parcelas específicas da população
brasileira, de racionalidade técnica e econômica, de integralidade e
humanização do atendimento, de participação popular em saúde, o
estabelecimento de vínculos e a criação de laços de compromisso e de coresponsabilidade
entre os profissionais de saúde e a população.

DEBATES

Agente comunitário de saúde: a expectativa de atuação, as competências
Historicamente, a idéia que apoia a inserção do agente comunitário de saúde
envolve um conceito que, sob as mais diferentes formas, nomenclaturas e
racionalidades, aparece em várias partes do mundo, ou seja, a idéia essencial
de elo entre a comunidade e o sistema de saúde. Mais recentemente, no PSF,
eles foram incluídos em equipes de trabalho que contam com um médico,
um enfermeiro, um a dois auxiliares de enfermagem, com proposta de
atuação para a unidade básica, o domicílio e a comunidade. Entretanto, se
por um lado, a definição das atribuições tem sido um dos resultados mais
efetivos das negociações locais, segundo as suas realidades, os seus
contextos, os seus agentes, por outro lado, a partir de uma recuperação
histórica analítica desse sujeito, de sua inserção, do seu trabalho - ações e
interações - consegue-se apreender as principais idéias e conceitos
subjacentes à proposição de agentes de saúde em cada um dos momentos e
contextos históricos (Silva, 2001). Assim, desde a proposição do Auxiliar de
Saúde, no PIASS, em 1976, até o Programa de Saúde da Família, com as
especificidades de uma metrópole, em 2001, como agente comunitário de
saúde, embora com graus variados da ênfase colocada, consegue-se
identificar dois componentes ou dimensões principais da sua proposta de
atuação: um mais estritamente técnico, relacionado ao atendimento aos
indivíduos e famílias, a intervenção para prevenção de agravos ou para o
monitoramento de grupos ou problemas específicos, e outro mais político,
porém não apenas de solidariedade à população, da inserção da saúde no
contexto geral de vida mas, também, no sentido de organização da
comunidade, de transformação dessas condições. Este componente político
expressa, na dependência da proposta considerada, duas expectativas
diversas ou complementares: o agente como um elemento de reorientação
da concepção e do modelo de atenção à saúde, de discussão com a
comunidade dos problemas de saúde, de apoio ao auto-cuidado – dimensão
mais ético-comunitária - e o agente como fomentador da organização da
comunidade para a cidadania e a inclusão, numa dimensão de transformação
social. Um outro aspecto bastante encontrado na prática, mas não
relacionado nas atribuições dos agentes de nenhuma das propostas, é a
dimensão de assistência social. Assim, o agente aparece, nos diferentes
programas oficiais, como um personagem fruto de uma tentativa de juntar
as perspectivas da atenção primária e da saúde comunitária, buscando
resolver questões, como o acesso aos serviços, no que lhe corresponde de
racionalidade técnica, mas também integrando as dimensões de exclusão e
cidadania, ou seja, o desafio de juntar o pólo técnico ao pólo político das
propostas.
Nogueira e Ramos (2000) identificam, no trabalho do agente, a dimensão
tecnológica e a dimensão solidária e social, as quais consideram que têm,
sempre, potenciais de conflitos. Essas dimensões expressam, possivelmente,
os pólos político e técnico do Programa, acima referidos. Este é o dilema
permanente do agente: a dimensão social convivendo com a dimensão
técnica assistencial. Ao incorporar essas duas facetas em suas formulações,
o conflito aparece principalmente na dinâmica da prática cotidiana.

DEBATES


Determinados programas acabam dando mais espaço para um ou para o
outro pólo; nenhum dos programas de saúde da família fez a síntese. No diaa-
dia, os agentes são colocados diante de contradições sociais, o que é
“muito pesado” e, por isso, eles fazem determinadas opções, segundo as
exigências, as recompensas e suas referências.
Em estudo desenvolvido sobre o agente comunitário de saúde do Projeto
QUALIS/PSF, no município de São Paulo, Silva (2001) identificou que o
agente comunitário não dispõe de instrumentos, de tecnologia, aqui
incluídos os saberes para as diferentes dimensões esperadas do seu trabalho.
Essa insuficiência faz com que ele acabe trabalhando com o senso comum,
com a Religião e, mais raramente, com os saberes e os recursos das famílias
e da comunidade. Há saberes de empréstimo para o pólo técnico, não os há
para a dimensão considerada como mais política, nem há propostas ou
trabalho consistente do “agir comunicativo”.
Documento do Ministério da Saúde (Brasil, 1999b) enfatiza a necessidade
de que, face o novo perfil de atuação para o agente comunitário de saúde,
sejam adotadas formas mais abrangentes e organizadas de aprendizagem, o
que implica que os programas de capacitação desses trabalhadores devam
adotar uma ação educativa crítica capaz de referenciar-se na realidade das
práticas e nas transformações políticas, tecnológicas e científicas
relacionadas à saúde e de assegurar o domínio de conhecimentos e
habilidades específicas para o desempenho de suas funções.


A busca de alternativas que propiciem a construção de programas
de ensino com tais características, leva à incorporação do conceito
de competência , cuja compreensão passa, necessariamente, pela
vinculação entre educação e trabalho. (Brasil, 1999b, p.4)


O conceito de competência é expresso como “a capacidade pessoal de
articular conhecimentos, habilidades e atitudes inerentes a situações
concretas de trabalho” (Brasil, 1999b, p.4).
Ainda o citado documento, propondo-se a subsidiar os Pólos de
Capacitação do PSF, as Escolas Técnicas de Saúde do SUS e outras
instituições participantes do esforço de preparação de recursos humanos
para a estratégia de saúde da família, define, para o agente comunitário de
saúde, sete competências: trabalho em equipe; visita domiciliar;
planejamento das ações de saúde; promoção da saúde; prevenção e
monitoramento de situações de risco e do meio ambiente; prevenção e
monitoramento de grupos específicos; prevenção e monitoramento das
doenças prevalentes; acompanhamento e avaliação das ações de saúde. A
complexidade e a dimensão dos desafios colocados podem ser ilustradas
quando se toma a caracterização, por exemplo, da competência Promoção
da Saúde:


capacidade para participar da promoção da saúde, na sua área de
abrangência, através do desenvolvimento de trabalho educativo, do
estímulo à participação comunitária e do trabalho intersetorial,
com o objetivo da qualidade de vida. (Brasil, 1999b, p.16)



DEBATES

Algumas questões logo aparecem: que saber é necessário para esse saber
fazer? Como garantir esse saber que não é apenas o da saúde?
Outras dimensões importantes a considerar quando se discutem as expectativas de atuação do agente comunitário de saúde e os desafios para os processos de preparação desse “novo” perfil, referem-se aos mecanismos de seleção, aos processos de capacitação, aí incluídos os treinamentos introdutórios e a educação continuada e a sistemática de supervisão
adotada.
O saber científico que orienta a Medicina e as áreas correlatas, ao ser aplicado a situações concretas desdobra-se em saber operante, uma vez que deve dar conta de outras necessidades não recobertas pela ciência, como os valores, as condições de vida, as relações afetivas (Mendes-Gonçalves, 1994).
No trabalho do agente, no realizar ações e interações, há uma série de situações para as quais a área da saúde ainda não desenvolveu nem um saber sistematizado nem instrumentos adequados de trabalho e gerência, que compreendam desde a abordagem da família, o contato com situações
de vida precária que determinam as condições de saúde, até o posicionamento frente à desigualdade social e a busca da cidadania. Para dar conta da elaboração do saber a partir do trabalho (Abbott, 1990), os espaços de supervisão e a gerência são fundamentais. No entanto, a
supervisão individual tende a priorizar a resolutividade, “não deixar o problema aumentar”; a reunião da equipe privilegia o caso individual e a doença; a gerência da unidade costuma ter uma atuação muito pequena na conformação do trabalho da equipe e do agente. Quando se considera o plano objetivo do Programa, o agente se vê como educador para a saúde, organizador de acesso (cadastrador e orientador do uso de serviços) e “olheiro” da equipe na captação de necessidade, identificação de prioridades e detecção de casos de risco para intervenção da equipe (Silva, 2001). Se a identidade do agente pende mais freqüentemente para o pólo técnico, aquele das ações da instituição e da assistência ao indivíduo, como evidenciado em vários estudos, a equipe, na sua função de gerência da proposta, envolvendo a supervisão do médico e do enfermeiro, e mesmo o trabalho formal do gerente da unidade, parece pouco ver as atribuições desses dois pólos ou orientar mais um ou outro. A variedade de concepções e entendimentos sobre o agente comunitário de saúde e sobre a sua função, de que são portadores os demais membros da equipe do PSF, os diretores de unidades, enfim, os demais sujeitos dos Programas, evidencia a dimensão das expectativas a que ele teria que atender no seu dia-a-dia e, por conseqüência, algumas condições concretas de conformação de uma identidade.


Os desafios para o saber fazer e o saber ser


As considerações anteriores apontam alguns desafios para a atuação do ACS,
sistematizados aqui em seis pontos, sem preocupação com a ordem de
relevância: o contexto, a finalidade, a tecnologia, o trabalho em equipe, a
identidade e a formação.
Em primeiro lugar, há que se considerar a enorme variedade de contexto
em que se implanta o Programa, exigindo flexibilização em sua operação e, por conseqüência, nos processos e metodologias de preparação de pessoal. Como segundo ponto, há que se considerar a amplitude das finalidades do Programa, agregando aspectos não apenas baseados em formas de atuação distintas, mas muitas vezes antagônicas. É exemplo disso a compreensão de uma parte significativa dos problemas, a partir de sua vertente mais individual e biológica, ou mais coletiva e social; ou, em outros termos, uma vertente mais de vigilância a situações de risco e assistência a doenças mais prevalentes ou aquela da promoção da saúde e da qualidade de vida. Além da
questão da apreensão, há uma disputa pelo tempo de trabalho dedicado por cada profissional às suas diferentes funções. Em geral, quando há uma competição entre diferentes ações, aquelas cuja demanda é maior e têm uma rotina estabelecida, tendem a representar a parte maior do investimento do trabalhador. Considerando as diferentes funções do agente, pode-se identificar um relativo destaque daquelas relacionadas com a vigilância à saúde na sua vertente mais individualizada e clínica. Se, de um lado, esse é um aspecto importante do trabalho, pela sua potencialidade de identificar situações de maior vulnerabilidade individual (Mann et al., 1993), sabe-se que as ações baseadas em estratégias de grupo de risco têm um impacto reduzido na qualidade de saúde da população (Rose, 1988). Por outro lado, se a promoção da saúde representa uma modalidade de atuação promissora para melhorar a qualidade de vida (Gentile, 1999; Buss, 2000), ela carrega em si uma série de desafios. Sendo um campo recente de atuação, o conhecimento e a prática não estão sedimentados; de outro, para se produzir resultados, há necessidade de articular ações para além do campo da assistência à saúde, tecendo-se a rede das ações intersetoriais (Teixeira & Paim, 2000). Portanto, para uma efetiva mudança no quadro de saúde da população, um terceiro aspecto é desenvolver uma tecnologia de trabalho adequada às necessidades (Schraiber et al., 1996) não só na área da atenção primária, mas no plano das políticas públicas. Neste ponto, as questões são das mais problemáticas, desde a concepção de família e a abordagem adequada a essa, até as relações sociais em áreas urbanas e rurais, entre as quais está inserida a unidade básica e a equipe de saúde da família. Definir as competências e desenvolver os instrumentos de trabalho correspondentes exige prioridade. Entre as atividades dos agentes, a do cadastramento é considerada como relativamente mais bem estabelecida do
que o conteúdo das visitas subseqüentes (Silva, 2001). No entanto, mesmo para o cadastramento, além da capacitação do agente para levantar os dados preconizados pelo Programa hoje em nível nacional, há que se contar com uma observação apropriada das relações interpessoais e uma contribuição para discussão com a equipe das necessidades de saúde das
famílias. Para as visitas posteriores, se o objetivo é trabalhar com as famílias e a comunidade, identificam-se hoje determinadas estratégias como a valorização do diálogo - a conversa como instrumento de trabalho - e do apoio social, nas suas vertentes informação, empoderamento e instrumental (Robertson & Minkler, 1994). Para as relações sociais, os princípios da
solidariedade e da cidadania são marcos para o trabalho. No entanto, se é possível contar com objetivos gerais estabelecidos, para implantar uma oferta organizada de ações (Paim, 1995), há que se fazer desdobramentos dos princípios para a atividade cotidiana, conformando o saber, os
instrumentos e as formas de atuar (Mendes-Gonçalves, 1994), e preparando os sujeitos da prática. Daí emerge o quarto ponto, no caso a constituição de uma equipe integradora (Peduzzi, 1998), que elabore um projeto de trabalho voltado para a promoção da saúde e para a articulação da unidade básica com outros equipamentos e movimentos sociais. Quando o PSF é implantado em uma região com falta de estrutura de retaguarda para atenção médica especializada, grande parte dos esforços para integração se dá em torno do acesso à assistência individual. Um quinto aspecto, muito importante para o agente, é o da sua identidade. Silva (2001) constatou que, em situações concretas de ação e interação, o agente comunitário compõe dimensões técnicas e políticas do trabalho, pendendo mais para um dos pólos, institucional ou comunitário. Se uma parte significativa dos agentes considera o seu trabalho gratificante, quer pela possibilidade de ser útil, quer pelo apoio a uma população carente, sua atuação implica envolvimento pessoal e desgaste emocional. Espera-se do agente uma atuação no contexto social, tanto na participação popular, como na abordagem de problemas que escapam à dimensão estrita da saúde biológica, como a violência. O agente muitas vezes refere ansiedade tanto na sua relação com a comunidade como com a equipe, especialmente quando se sente pressionado entre ambos. Cabe lembrar que a não definição de uma tecnologia adequada às necessidades e finalidades do trabalho contribui para esse permanente foco de tensão entre as dimensões da prática, e para a alternativa de se hipertrofiar aquela mais técnica, de localização institucional.


Como um sexto ponto, destaca-se a formação dos profissionais para a
saúde da família, quando o maior investimento tem sido feito na
preparação dos profissionais universitários, médicos e enfermeiros. Se,
habitualmente, a qualificação do auxiliar de enfermagem privilegia as
funções mais comuns em hospital, como os procedimentos de coleta de
exame, aplicação de injetáveis, curativos etc, na atenção primária existe um
campo extenso de atividades educativas e de aconselhamento que
demandam uma habilitação adequada. O agente comunitário, por sua vez,
além do treinamento introdutório, um pouco mais abrangente, participa
(quando elas acontecem) de discussões temáticas conduzidas por médicos e
enfermeiros no nível local ou regional. Nos espaços de educação continuada,
encontram-se com freqüência os conteúdos tradicionais de conhecimento e
prática na área da saúde, havendo dificuldade de se dar conta da totalidade
das finalidades colocadas para o PSF.
Uma última contribuição ao debate: quais seriam as estratégias para o
desenvolvimento do trabalho do agente comunitário? Elencam-se algumas
que aparecem, hoje, como mais produtivas: 1 o desenvolvimento de planos
integrados para a área social comprometidos com a eqüidade; 2 o
envolvimento maior dos agentes e de parte da carga horária da
equipe com atividades coletivas e comunitárias; 3 um investimento
maior em atividades de supervisão dos trabalhos, pois se a formação
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DEBATES
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básica ou o treinamento específico é necessário, a manutenção da qualidade do
trabalho se faz mediante atividades de supervisão e de reflexão; 4 considera-se
que a supervisão dos agentes comunitários deveria cobrir os diferentes ângulos
do seu trabalho: as visitas domiciliares, com especial atenção para os casos/
casas que constituem situações de maior vulnerabilidade; as atividades
comunitárias, que podem ter sua origem em programas da área social ou
serem atividades reivindicativas de direitos de cidadania; a situação de
trabalhador do agente, identificando sofrimento e apoiando formas de lidar
com conflitos; 5 finalmente, para a construção de novas práticas e do
conhecimento correspondente, há que se investir sempre em pesquisa, quer de
natureza mais operacional, na avaliação de processos e resultados, quer de
teorias acerca do trabalho e da sua organização.
Nessa perspectiva, há necessidade de desenvolvimento e incorporação de
tecnologias que apóiem a identidade do agente comunitário, integrando as
diferentes dimensões de sua atuação — as previstas e as necessárias— e de
preparação de todos os demais sujeitos do Programa, e não apenas o agente
comunitário de saúde.
Para concluir, quando se colocam em questão o trabalho e o saber do agente
comunitário de saúde, parece-nos ainda muito atual, para 2002, lembrar e
ressaltar a propriedade do modelo sugerido para a capacitação dos agentes de
saúde do Projeto do Vale do Ribeira, em São Paulo, na primeira metade da
década de oitenta (Silva, 1984) que, segundo os coordenadores, visava atingir
duas preocupações centrais:
a primeira, fortalecer o compromisso e a solidariedade do agente de
saúde com a comunidade e a segunda, prover condições para a
apropriação, pelo agente de saúde, do instrumental adequado e
necessário para lidar com os problemas de saúde do grupo.
(Silva, 1984, p.33)
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